Riscos psicossociais relacionados ao trabalho

Consultoria
NR-1

Da realidade do trabalho a um plano de prevenção possível de aplicar e de acompanhar.

O Hub da (C)alma identifica e avalia os fatores de risco psicossociais presentes na organização do trabalho, define prioridades com a empresa e constrói medidas de prevenção conectadas à rotina — com registro técnico que sustenta o gerenciamento de riscos.

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O ponto de partida

Isto não é conformidade.
É Brain Capital.

Toda organização contabiliza máquina, imóvel e estoque. Nenhuma contabiliza aquilo que de fato gera o resultado: a capacidade cognitiva e emocional das pessoas que trabalham nela. Foi para nomear esse ativo invisível que o conceito de Brain Capital foi formulado e levado ao Fórum Econômico Mundial — não como pauta de bem-estar, mas como pauta de economia.

A NR-1 é a parte legal dessa conversa. Cumprir a norma protege a empresa de autuação; gerenciar os fatores de risco protege o ativo que sustenta o negócio. O Hub trata as duas coisas como uma só — e é por isso que o trabalho não termina no documento.

Entender o conceito →
O ativo mais caro da sua empresa não está no balanço.
Escolha o ponto de partida

Em que momento
sua empresa está?

Alguma destas frases já foi dita na sua empresa? A consultoria começa pelo estágio real da organização, não por um pacote pronto.

“Sabemos que precisamos fazer, mas não sabemos por onde começar.”
Não há levantamento nem registro no inventário de riscos. O ponto de partida é o diagnóstico.
“Temos informação espalhada entre RH, SESMT e jurídico.”
Falta critério de priorização e documentação que sustente uma fiscalização.
“Fazemos palestra todo ano, mas nada muda de verdade.”
Ação isolada não caracteriza gerenciamento. É o caso mais comum.
“A pesquisa de clima ficou pronta e parou aí.”
Falta traduzir o resultado em medidas com responsável e prazo.
O processo

Como funciona
a consultoria

01
Diagnóstico contextual

Escuta e análise da realidade da empresa para identificar os fatores de risco psicossociais presentes na organização do trabalho. Instrumentos validados e leitura do contexto — por área, turno e liderança, porque o risco se concentra em bolsões e a média da empresa dilui exatamente o que precisa ser visto.

02
Plano de ação

Priorização dos fatores identificados e construção das medidas de prevenção — preferencialmente organizacionais, com responsável e prazo definidos, prontas para compor o plano de ação do PGR.

03
Monitoramento

Acompanhamento da implementação e dos indicadores — afastamentos, rotatividade, jornada e clima —, com reavaliação periódica. Sem reavaliação não há gerenciamento: há campanha.

04
Evidências e relatórios

Registro técnico das decisões, medidas e resultados, apoiando o inventário de riscos e o plano de ação. É o que a empresa apresenta quando é questionada — e o que sustenta a melhoria contínua.

O que a avaliação observa

Os riscos aparecem na forma
como o trabalho acontece

O foco não é diagnosticar pessoas. É compreender as condições e a organização do trabalho que produzem adoecimento.

01

Demandas e ritmo

Sobrecarga, metas, jornada real, disponibilidade fora do expediente e tempo de recuperação.

02

Clareza e apoio

Descrição de função, autonomia sobre método e ritmo, participação em decisões e suporte da liderança.

03

Relações e segurança

Comunicação, conflitos, assédio, canal de denúncia e justiça organizacional.

04

Contextos específicos

Trabalho remoto e isolado, turnos, terceirização e grupos com exposição particular.

O que a norma exige

O ciclo e o registro

A NR-1 descreve as etapas do gerenciamento de riscos e o que precisa constar no inventário. É esse ciclo que a consultoria organiza — e é ele que a fiscalização verifica.

Etapas do gerenciamento de riscos

01
Evitar ou eliminar os perigos
02
Identificar os perigos
03
Avaliar os riscos
04
Classificar os riscos
05
Adotar medidas de prevenção
06
Acompanhar o controle dos riscos ocupacionais

O que deve constar no Inventário de Riscos

  • Descrição dos perigos, com identificação das fontes e/ou circunstâncias
  • Indicação das possíveis lesões ou agravos à saúde
  • Descrição das medidas de prevenção implementadas
  • Caracterização da exposição dos trabalhadores aos perigos
  • Avaliação/Classificação dos riscos
Para evitar mal-entendido

O que a consultoria
não é

Não é apenas um questionário

Instrumentos apoiam o processo, mas precisam ser analisados dentro do contexto real do trabalho. Questionário sem leitura de contexto produz número, não diagnóstico.

Não é diagnóstico clínico individual

A avaliação recai sobre os fatores presentes nas condições e na organização do trabalho — não sobre a saúde mental de cada trabalhador. Diagnóstico é ato médico.

Não é uma palestra isolada

Ações educativas contribuem, mas não substituem identificação, avaliação, controle e monitoramento. Medida individual isolada não caracteriza conformidade.

Não é documento de gaveta

O registro existe para apoiar decisão e prevenção. Se o relatório não muda nada na operação, ele não cumpriu a função — nem técnica, nem legal.

Por que agora

O custo de não olhar

393.670
concessões de benefício por transtornos mentais no Brasil entre janeiro e novembro de 2025 — 79% acima de 2023
ANAMT · dados do INSS · jan/2026
R$ 954 mi
de custo ao INSS com esses afastamentos no último ano
ANAMT · dados do INSS · jan/2026
1,37%
do PIB global é o custo estimado dos riscos psicossociais no trabalho
OIT · The psychosocial working environment · abr/2026

Esses números mostram apenas o estágio grave — o afastamento. A maior parte do adoecimento acontece com a pessoa ainda trabalhando, entregando menos e errando mais, sem nunca pedir afastamento. É esse estágio que a avaliação alcança.

Antes da conversa

O que define o escopo

Cada consultoria é dimensionada a partir do diagnóstico — por isso não há preço de tabela. Estes são os pontos que definem o tamanho do trabalho, e tê-los em mãos acelera a primeira conversa:

  • Número de trabalhadores e de unidades
  • Setores, turnos e modalidades — presencial, remoto, híbrido
  • O que já existe: pesquisa de clima, PGR, inventário de riscos, canal de denúncia
  • Prazo desejado e se há fiscalização ou demanda jurídica em curso
  • Quem conduz internamente — RH, SESMT, jurídico ou comitê
Perguntas frequentes

O que as empresas
mais perguntam

A exigência já está em vigor?

Sim. A nova redação do capítulo 1.5 da NR-1 — que inclui os fatores de risco psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais — foi aprovada pela Portaria MTE nº 1.419, de 27 de agosto de 2024, e teve o início de vigência prorrogado para 25 de maio de 2026 pela Portaria MTE nº 765, de 15 de maio de 2025. O prazo já passou: a obrigação está valendo.

Aplicar um questionário é suficiente?

Não. A norma exige um ciclo: identificar os perigos, avaliar os riscos, adotar medidas de prevenção, documentar e acompanhar. O questionário é um instrumento dentro da etapa de identificação — sozinho, não caracteriza gerenciamento.

A consultoria avalia clinicamente os trabalhadores?

Não. A avaliação recai sobre os fatores organizacionais. Diagnóstico de saúde é ato médico e não faz parte do escopo. Quando alguém precisa de cuidado, o encaminhamento é para atendimento próprio, em paralelo ao trabalho sobre a fonte do risco.

Trabalho remoto e híbrido também entram?

Sim. Isolamento, indefinição de jornada e ausência de desconexão são fatores de risco reconhecidos no Guia de Fatores de Riscos Psicossociais do Ministério do Trabalho e Emprego, e precisam ser avaliados como qualquer outro.

Programa de bem-estar resolve?

Não por si só. Aplicativo de meditação, ginástica laboral e apoio psicológico são medidas dirigidas ao indivíduo. A norma exige atuação sobre a fonte — os fatores da organização do trabalho que produzem o risco. Uma coisa não substitui a outra.

E se a empresa já tem canal de denúncia?

Ter canal é o começo, não o fim. Empresas com CIPA são obrigadas, desde a Lei nº 14.457/2022, a manter procedimento de recebimento e apuração de denúncias, regras de conduta nas normas internas e capacitação anual. A avaliação verifica se o canal funciona de fato — se recebe, apura em prazo definido e produz registro.

Qual é o primeiro passo?

Uma conversa inicial para entender o momento da empresa — qual das quatro situações acima se aproxima da sua — e definir o recorte do diagnóstico. A partir dela, a proposta é dimensionada.

Referências: NR-1, capítulo 1.5 (Portaria MTE nº 1.419/2024, com vigência prorrogada para 25/05/2026 pela Portaria MTE nº 765/2025) · Guia de Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho (MTE) · Lei nº 14.457/2022, art. 23. Os textos oficiais estão reunidos na Biblioteca.

Próximo passo

Vamos entender o cenário
da sua empresa?

Uma conversa inicial ajuda a reconhecer o momento da organização e definir um caminho possível para começar. Sem compromisso e sem proposta pronta.